"> Preço do leite sobe para o consumidor e cai para os produtores - eDairyNews-BR
Ao mesmo tempo em que pequenos produtores rurais se preocupam com a redução no valor pago pelos laticínios pelo litro de leite, consumidores deparam-se com um aumento significativo do produto nas prateleiras dos supermercados. O valor do litro de leite já supera a média de R$ 3. 
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Ao mesmo tempo em que pequenos produtores rurais se preocupam com a redução no valor pago pelos laticínios pelo litro de leite, consumidores deparam-se com um aumento significativo do produto nas prateleiras dos supermercados. O valor do litro de leite já supera a média de R$ 3.

O Diário do Sudoeste entrou em contato com um supermercado do Município para saber o porquê do aumento do produto. Segundo Paulo Pegoraro, responsável pela compra das mercadorias do estabelecimento, os fornecedores de leite explicam que o aumento já era esperado para esta época, mesmo se não estivéssem vivenciando a pandemia do coronavírus.

De acordo com Pegoraro, os fornecedores de leite explicam que a falta de carne no fim de 2019, a venda de matrizes (vacas) de leite e a seca no Rio Grande do Sul, influenciaram no valor do litro.

No entanto, o zootecnista do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) da unidade de São João, Guilherme Koerich, informou ao Diário que o preço do produto se deu por outro motivo. Segundo ele, os laticínios informam que a interrupção no funcionamento de estabelecimentos comerciais, como restaurantes, lanchonetes e pizzarias, fez com que houvesse uma queda no consumo de queijo e com isso, “laticínios focados na produção do produto têm apresentado maior dificuldade para escoar seus estoques.”

Repasse aos produtores

Mesmo que o litro de leite esteja com um valor alto no mercado, os produtores não estão recebendo a mais pelo produto, muito pelo contrário, estão sendo avisados que os repasses no valor do litro irão diminuir neste mês.

Segundo o presidente da Associação Municipal de Produtores de Leite de Pato Branco, Andrei Dallagnol, os laticínios da região Sudoeste solicitam aos produtores que diminuam o custo da produção leiteira, assim não sofrerão tanto com a diminuição do pagamento.

No entanto, o presidente explica que o pedido não é tão fácil de ser cumprido. “Se o produtor cortar a alimentação de um animal em pico de produção [para diminuir o valor dos custos], pode comprometer a lactação e o sistema reprodutivo do animal”, disse.

Dallagnol explica que, ao mesmo tempo que laticínios prometem uma redução no pagamento, insumos agrícolas, como milho e soja (carro chefe da ração dos animais) tiveram um aumento significativo no último mês. “Cada vez a margem de lucro do produtor está ficando menos por litro de leite produzido”, revelou.

Até o momento, nenhum laticínio deixou de recolher a produção. Porém, conforme conta o presidente da Associação, todos vão pagar os produtores com baixa. “Não vão cumprir com o combinado.”

O zootecnista do Emater revela que alguns laticínios ainda estão mantendo os preços que vinham sendo pagos aos produtores (dependendo do porte, da qualidade do leite e do Município), entre R$ 1,30 e R$ 1,45. Por outro lado, outros já sinalizam quedas significativas. Segundo ele, O já se comenta um decréscimo de até R$ 0,20.

O congelamento do preço e até mesmo a redução do valor pago por litro, é anunciado juntamente no momento que os produtores de leite do Sul do Brasil se preparavam para a um acréscimo.

Historicamente os meses de entrada e de inverno, correspondem ao período em que a remuneração para a cadeia produtiva é melhor, devido à redução no rebanho de Minas Gerais, que detém, boa parte da produção leiteria nacional.

Soluções

Para os produtores que já estão sofrendo com as diminuições no pagamento do litro de leite, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) lançou uma nota recomendando aos produtores tomar decisões racionais, manter o foco não apenas em reduzir os insumos, mas sim desperdícios. Para conferir todas as orientações, a nota está disponível no site do instituto.

Serviço

Laticínios interessados em verificar a possibilidade de negociar a transformação de leite fluido em leite em pó, podem entrar em contato com a Cooperativa Agroindustrial de Londrina (Cativa), e falar com o Gerente Comercial, Robson Ortega, pelo número (43) 3379-1313.

É a primeira vez na história que uma carga de leite brasileiro é exportado para a China. Cooperativa gaúcha é a responsável pelo feito.

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