Custo atual da cesta é de R$ 644; pesquisa do Cepes aponta que em um ano levar a um aumento dos preços, e podemos ter o desenvolvimento de diferentes cenários”.
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Em um ano, o valor da cesta básica aumentou 22% em Uberlândia, de acordo com o Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-sociais (Cepes). Em março de 2021, a média de preço registrado foi de R$ 527, enquanto no mesmo período deste ano foi de R$ 644, um acréscimo de R$ 116,52 em 12 meses. A pesquisa revela ainda que o gasto com os alimentos básicos na cidade é maior do que em sete capitais brasileiras.

Conforme aponta o levantamento, o preço da cesta básica registrado em Uberlândia foi maior do que as seguintes capitais do país: Fortaleza (R$ 635), Belém (R$ 585), Natal (R$ 575), João Pessoa (R$ 567), Recife (R$ 561), Salvador (R$ 560) e Aracaju (R$ 524) possuem índices menores do que Uberlândia. O município de São Paulo é o que tem a cesta mais cara do país, de R$ 761,19.

O alimento com maior elevação de preço no último ano foi o tomate. Ainda de acordo com o Cepes, o consumidor precisa pagar R$ 94,81 por nove quilos da fruta nos dias atuais, o que representa mais do que o dobro registrado em março de 2021, quando o preço encontrado foi de R$ 45. Dessa forma, a variação acumulada da hortifrúti no período é de 110,7%.

O aumento dos valores segue em outros 11 alimentos que compõem a cesta básica de alimentos. Com exceção do arroz, que teve queda de 9,25% em um ano, o restante dos itens mostrou elevação nos preços, como o café (80,8%), batata (46%), banana (30%), óleo (20,8%), margarina (19,8%), feijão (3%), farinha de trigo (11,7%), açúcar (17,9%), carne (8,5%), leite (8,2%) e o pão (10,4%).

Dona de casa e mãe de cinco filhos, Juliana Cândida de Carvalho tem encontrado dificuldades para conseguir colocar comida na mesa de casa. Ela contou que em certos meses não é possível comprar alguns itens básicos da alimentação, como a carne. A saída, segundo a mineira de 33 anos, é optar por frutas e verduras com valores mais acessíveis.

“Está tudo tão caro que a gente nem carne está comendo, tem que optar por uma verdura. Antigamente as coisas eram mais fáceis. Hoje a gente vai no mercado com R$ 100 reais e se  trouxer duas sacolinhas é muito. Além de tudo isso, a gente paga muito caro no gás de cozinha. Para as pessoas que sobrevivem de cesta básica, assim como eu, está muito complicado”, disse.

IMPACTOS NA ECONOMIA

De acordo com o economista do Cepes, Pedro Henrique Martins Prado, as consequências causadas pela guerra entre Ucrânia e Rússia começaram a impactar o Brasil. Com a produção e distribuição de fertilizantes afetadas pelo confronto bélico, os produtores rurais têm encontrado obstáculos e, consequentemente, isso afeta o preço dos alimentos no país.

Ainda segundo o especialista, a economia brasileira também tem sofrido por conta da alta dos combustíveis. Segundo ele, o petróleo está diretamente ligado com o aumento no preço dos alimentos nos supermercados da cidade. “Seja na distribuição, no transporte ou no uso de maquinário agrícola, os combustíveis têm impactado muito nos custos dos alimentos”, explicou.

Em um ano incerto para o cenário econômico do país, Pedro Henrique acredita que a evolução dos preços vai depender de questões dentro e fora do Brasil. “Os alimentos dependem muito de fatores relacionados ao clima e questões fora do campo. Os preços dependem de questões como a solução da guerra na Ucrânia, o impacto dos fertilizantes e dos combustíveis. Tudo isso pode levar a um aumento dos preços, e podemos ter o desenvolvimento de diferentes cenários”.

 

O mercado de importação de leite em pó no Mercosul é impulsionado pelo Brasil como o maior importador.

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