Expressiva valorização do leite já no início do ano desperta alerta sobre a sustentação da alta, observa o Centro de Estudos
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O preço médio pago ao produtor de leite brasileiro em fevereiro bateu o seu maior valor para o mês na série histórica compilada pelo Cepea, informou nesta quarta-feira o Centro de Estudos. O valor ficou em R$ 1,4146/litro, 13 centavos (10,2%) a mais do que no mês anterior e 33,8% acima do valor registrado no mesmo período de 2018.

“A intensificação do movimento de alta no campo esteve atrelada à oferta limitada em janeiro e ao aumento da competição entre empresas para assegurar a compra de matéria-prima”, comentou o Cepea em nota na qual apontou que o volume captado de leite em janeiro ficou abaixo das expectativas do mercado, com queda de 3% no Índice de Captação Leiteira calculado pelo Centro de Estudos (ICAP-L) entre dezembro e janeiro.

Entre as razões para a queda na captação, os produtores consultados pelos pesquisadores destacaram a estiagem no Sudeste e Centro-Oeste e o excesso de chuvas no Sul. Além disso, muitos pecuaristas se mostraram desanimados com a atividade leiteira após a queda da receita e o aumento dos custos de produção ao longo do último ano. “As assimetrias de informações e ações especulativas diminuíram a confiança de produtores em seguir aumentando a produção”, observa o Cepea.

Para os próximos meses, as expectativas são de altas mais modestas nos preços pagos aos produtores. O Cepea destaca que, em 2017, uma situação semelhante deu sustentação aos preços no início do ano, mas o desequilíbrio entre oferta e demanda fez os valores despencarem a partir de junho.

“A expressiva valorização do leite ao produtor já no início do ano desperta alerta sobre a sustentação desse movimento”, comenta o Centro de Estudos ao observar que houve maior oscilação dos valores de derivados, como UHT e muçarela, na negociação entre indústria e atacado no correr de fevereiro. A situação, explicam os pesquisadores, sugere certa dificuldade do mercado em ultrapassar os atuais patamares de preços.

“É importante ressaltar que grande parte do rebanho brasileiro apresenta produtividade muito abaixo do potencial e que, com preços do leite em alta, há maior estímulo nutricional e aumento da produção. Além disso, a perspectiva é de preços mais atrativos de milho nos próximos meses, principalmente a partir de junho. Por outro lado, o fenômeno El Niño pode prejudicar a produção neste ano”, conclui o Centro de Estudos.

O preço médio da cesta de derivados lácteos variou negativamente no mês de novembro/2021. Na média ponderada, a retração foi de 7,21%, em relação dos preços observados pela indústria de laticínios no mês anterior. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29/11) no Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano.

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