O movimento de alta nos preços do leite ao produtor deve seguir firme em maio, mas em menor intensidade, assim como verificado em abril. Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia aplicada)
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A aproximação do inverno e do típico período de entressafra pode manter o panorama de captação controlada

O movimento de alta nos preços do leite ao produtor deve seguir firme em maio, mas em menor intensidade, assim como verificado em abril. Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia aplicada), da Esalq/USP, estimam que a elevação em maio sobre o mês anterior deve ficar em torno de 2%. A sustentação segue vindo da oferta limitada no campo e da maior competição entre indústrias para garantir a compra de matéria-prima. Na “Média Brasil” líquida, o preço de abril esteve 14,2% acima do registrado em janeiro sem levar em conta a inflação do período.

Ao longo de 2019, os valores no campo têm atingido os maiores patamares da série do Cepea para os respectivos meses. Considerando-se os quatro primeiros meses de 2019, o valor médio do leite supera em 28% o do mesmo período do ano passado, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de abril/19).

Os derivados lácteos também se valorizaram, mas em menor intensidade frente ao preço da matéria-prima. Os valores do leite UHT e do queijo muçarela em abril ficaram apenas 1,7% e 1,5%, respectivamente, acima dos observados em janeiro. As médias de janeiro a abril deste ano estão, respectivamente, 8,7% e 12,8%, superiores às do mesmo período de 2018, em termos reais.

Vale destacar que, enquanto as cotações do muçarela em 2019 estão acima dos patamares verificados nos anos anteriores, as do UHT estão abaixo das registradas em 2017 e muito próximas das de 2018. Isso indica a maior capacidade do mercado de queijos em absorver altas em comparação ao mercado de leite fluído – evidenciando o muçarela como um importante derivado no processo de formação do preço do leite ao produtor.

A aproximação do inverno e do típico período de entressafra pode manter o panorama de captação controlada nos próximos meses. A variável que pode alterar esse cenário é a oferta de milho que, associada ao maior poder de compra do pecuarista, pode incentivar a produção leiteira. No entanto, é consenso de que o momento é delicado para o setor. É importante lembrar que, a cada semana, o Banco Central diminui suas expectativas sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

A estagnação econômica e o consumo enfraquecido impulsionam as empresas a acirrar a concorrência também nas vendas de derivados, na tentativa de assegurar suas margens e manter (ou expandir) seus shares de mercado. Assim, o repasse da alta matéria-prima para o consumidor tem sido dificultado e as indústrias, com margens espremidas, devem pressionar o segmento produtivo.

Diante desse cenário, é importante que o pecuarista se mantenha informado e aproveite o momento de melhor receita para se planejar com cautela. Também é essencial que a relação entre produtor e indústria se fortaleça para evitar que as especulações e ruídos de informação prejudiquem as atividades no longo prazo.

Dados sobre os principais indicadores para a cadeia produtiva do leite como preços do leite no mercado brasileiro e internacional, relação de troca ao produtor, balança comercial brasileira de leite e derivados.

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