Os preços do leite no mercado spot (negociação da matéria-prima entre laticínios) registraram queda na segunda quinzena de março nos principais Estados produtores do País,
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Os preços do leite no mercado spot (negociação da matéria-prima entre laticínios) registraram queda na segunda quinzena de março nos principais Estados produtores do País, depois de um avanço expressivo na primeira metade do mês, quando houve uma corrida dos consumidores ao varejo por causa da quarentena do coronavírus, o que sustentou as cotações.

Conforme levantamento da Scot Consultoria, os preços recuaram 4,6% em relação à quinzena anterior no Paraná, para R$ 1,550 por litro; 3,6% no Rio Grande do Sul, para R$ 1,575 por litro, e 1,5% em Minas Gerais, para R$ 1,568 por litro. Em São Paulo e em Goiás, a queda quinzenal foi de 0,2%, para R$ 1,617 e R$ 1,493, respectivamente.

A mesma quarentena que explicou altas de até 6% no spot na primeira quinzena de março justifica a queda na segunda parte do mês. O fechamento de bares e restaurantes reduziu a demanda por queijo, o que levou indústrias do segmento a ofertarem leite cru no mercado spot, pressionando os valores, de acordo com Rafael Ribeiro, analista da Scot.

Fontes do mercado afirmam que, diante do atual cenário, já há queijeiros de pequeno porte encerrando as operações em Estados como Paraná e Minas Gerais.

No atacado, os preços do leite longa vida (UHT) voltaram a subir na segunda quinzena de março, mostra o levantamento da Scot. Depois de avançar 2,3% na primeira quinzena do mês, a cotação média de São Paulo, Minas e Goiás teve nova valorização, de 7%, para R$ 2,77 por litro. Esse aumento foi resultado da necessidade do varejo de recompor estoques em decorrência da maior demanda para consumo em casa.

Para Ribeiro, a tendência é de que as compras de leite longa vida no varejo ocorram de forma “mais compassada” a partir de agora, o que deve reduzir a pressão de alta no atacado.

Em relação aos preços pagos pelos laticínios do País aos produtores em março, o levantamento da Scot mostrou alta de 0,8%, para uma média nacional de R$ 1,282 por litro. O preço se refere ao leite entregue em fevereiro, quando a crise do coronavírus ainda não havia tido influência no mercado de lácteos.

Segundo o analista da Scot, a alta em março refletiu a menor oferta de leite no mercado, especialmente em função da queda da produção na Região Sul, onde as pastagens foram prejudicadas pelo clima desfavorável e os preços altos dos grãos limitam os investimentos dos produtores na alimentação do gado leiteiro.

O índice de captação de leite da Scot mostrou um recuo de 5,7%, na média nacional, em fevereiro em relação ao mês anterior e de 1,8% na comparação com fevereiro de 2019. Números parciais sobre a captação de leite em março mostram nova queda mensal, de 2,7%.

Diante das indicações de que a oferta de leite é menor, a expectativa de Ribeiro é de que os preços ao produtor no pagamento de abril subam, mas em um ritmo mais moderado dadas as incertezas acerca da demanda.

As perspectivas dos fundamentos do mercado apertaram-se ainda mais do lado da oferta no último mês, com o pico de produção na NZ a permanecer mais fraco do que o esperado e a contínua pressão descendente sobre a produção de leite da UE.

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