Na média dos últimos cinco anos, o preço brasileiro ficou 12% acima da média internacional.
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Se por um lado o mercado interno não anda tão favorecido para o leite, com relação de troca ruim em função do preço dos insumos em alta e com o preço do leite ao produtor registrando nova queda em fevereiro, o cenário internacional começou 2021 com aumento no preço das commodities lácteas.

Segundo a carta conjuntura do Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, o leilão Global Dairy Trade (GDT), de 02 de março, registrou aumento de 15% nas cotações dos lácteos, sendo a maior alta desde setembro de 2015. Já no leilão do dia 16 de março houve uma pequena correção nos preços, com queda de 3,8%. Apesar disso, os preços ainda continuam elevados com destaque para o leite em pó integral, cotado a US$ 4.083/tonelada.

Entre os motivos para esta alta estariam a elevação dos preços internacionais de commodities e do petróleo, boa demanda chinesa e a oferta mais ajustada na Nova Zelândia. As variações de preços de um mix de commodities do mercado internacional de lácteos são usadas para o cálculo de um indicador, como referência internacional de preço ao produtor.

Para fevereiro de 2021, o valor bruto ao produtor ficou em US$ 40,20/100 kg de leite SCM (Solid Corrected Milk, como critério de padronização de sólidos: 4% de gordura e 3,3% de proteína), o que equivale ao valor bruto de R$ 2,23/litro, ao câmbio de R$ 5,55/Dólar. Os custos dos grãos tiveram aumentos significativos a partir setembro de 2020. Em fevereiro, a referência IFCN de custo da mistura a base de milho e farelo de soja (70%; 30%) fechou 42% acima de sua média histórica dos últimos cinco anos. Essa alta de custos está afetando a rentabilidade do produtor e estima-se que o crescimento da oferta mundial de leite em janeiro tenha sido de apenas 1,2%, em relação a janeiro de 2020.

No Brasil, as variações dos preços do leite ao produtor têm tido pouca aderência com as variações do mercado internacional. Na média dos últimos cinco anos, o preço real brasileiro foi R$ 1,54 por litro, 12% acima da média internacional, de R$ 1,38 por litro.

No ano 2020 observou-se os dois extremos: o primeiro semestre com preços 15% abaixo; o segundo com preços 16% acima dos patamares internacionais; e, fechando a média de 2020 no mesmo patamar do preço internacional. Um evento raro, mas em fevereiro de 2021, a situação se reverteu novamente e o preço líquido do leite SMC brasileiro, de US$ 0,367 por litro, ficou 5% abaixo do indicador internacional, de US$ 0,387.

O custo da mistura milho e farelo de soja (70%; 30%), que nos últimos cinco anos ficou em R$ 1,05/kg na média, foi R$ 1,33/kg em 2020 e fechou em R$ 1,83/kg em fevereiro de 2021, quando o preço (SCM) do leite ao produtor (R$ 1,99/litro) foi 29% acima da média dos últimos cinco anos (R$ 1,54/litro). No caso da mistura, o custo ficou 77% maior, enquanto o produtor viu suas margens 16% acima da média histórica.

Para incentivar a silagem a secretaria Municipal de agricultura está oferecendo tratores à comunidade.

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