Visitantes de dezenas de países da América Latina, África e Europa estão em Uberaba interessados em importar a genética bovina brasileira.
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Visitantes de dezenas de países da América Latina, África e Europa estão em Uberaba interessados em importar a genética bovina brasileira. A ExpoZebu tem recebido pecuaristas como o presidente da Associação dos Criadores de Gir e Girolando da Guatemala, Daniel Zuniga, que tem buscado junto aos Ministérios da Agricultura dos dois países a liberação do comércio bilateral entre Brasil e Guatemala. A comitiva guatemalteca conta com representantes do governo local que estão aproveitando a ExpoZebu para certificar as empresas brasileiras que estão aptas a enviar sêmen e embriões para a Guatamala. O protocolo sanitário entre os dois países já permite a exportação e importação de material genético.
Um dos interesses da comitiva da Guatemala é na genética leiteira, como da raça Girolando. A Associação dos Criadores de Gir e Girolando da Guatemala tem um convênio de cooperação técnica com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando que garante o apoio técnico para a seleção da raça naquele país. Há três anos esse trabalho vem sendo conduzido pelo representante da Girolando, Marcello Cembranelli. “Isso está permitindo à Guatemala ampliar seu rebanho de animais registrados e, assim, dar um salto de produtividade e qualidade. Estamos convencidos que estamos no caminho certo, que o Girolando é a raça para produzir leite nos Trópicos”, assegura Zuniga. Segundo ele, a Guatemala caminha para ser autossuficiente na produção de leite, o que deve ocorrer em breve graças aos investimentos na melhoria genética do rebanho.
O gerente de Exportações do Grupo Semex, Mário Karpinskas, esclarece que não só a Guatemala, mas grande parte dos países da América Latina e outros da Ásia tem demonstrado interesse na genética bovina do Brasil. “Nas raças de corte, por exemplo, há uma grande procura pela raça Nelore. Ela puxou as exportações de sêmen no ano passado e a tendência é que continue na liderança esse ano, pois é uma raça com grande capacidade de produzir carne, mesmo em países de clima adverso ou com pouca infraestrutura”, informa Karpinskas. Em 2018, o Brasil exportou 418.988 doses de sêmen, elevação de 22,5% em comparação a 2017, segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial.
A gerente de Relações Internacionais da ABCZ, Icce Garbellini, destaca que os visitantes estrangeiros da ExpoZebu aproveitam o evento para fechar bons negócios e levar o melhor da genética das raças zebuínas, tanto de corte quanto de leite, para seus países. “As exportações de genética vem crescendo nos últimos anos graças aos novos protocolos sanitários abertos com países da América Latina, Ásia e África. E estamos trabalhando para que novos mercados se abram para nossa genética ainda este ano”, diz Icce.
A ABCZ aproveitou a ExpoZebu para homenagear um dos grandes incentivadores do mercado internacional, o pecuarista José Rubens de Carvalho, conhecido como Rubikinho de Carvalho. Agora, seu nome estampa o novo auditório do Salão Internacional da ABCZ, construído para atender o crescente público internacional do Parque Fernando Costa. (LV)

Os preços da indústria caíram 0,85% em outubro frente a setembro, a terceira variação negativa do Índice de Preços ao Produtor (IPP).

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