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Brasil |16 julio, 2019

Leite | Produção mundial de leite deve se manter pressionada, diz USDA

Dos 44 países produtores de leite, apenas dois – o Brasil e a Índia – devem expandir seus rebanhos leiteiros este ano, segundo o relatório semianual do USDA Dairy chamado World Markets and Trade.

Dos 44 países produtores de leite, apenas dois – o Brasil e a Índia – devem expandir seus rebanhos leiteiros este ano, segundo o relatório semianual do USDA Dairy chamado World Markets and Trade. Com o número de vacas devendo permanecer estável ou diminuindo na maioria dos maiores países produtores de leite do mundo, os ganhos por animal serão críticos para que a produção mundial se expanda.

“Com o clima piorando em muitos países produtores de leite, a oferta mundial de leite provavelmente refletirá o impacto total do declínio do rebanho leiteiro”, disse Sarina Sharp, analista do Daily Dairy Report. «Um declínio temporário – mas extraordinariamente íngreme – da produção de leite é possível se o clima piorar», completou ela.

Já uma onda de calor recorde no final de junho na Europa provavelmente afetou a produção por vaca. O principal produtor de leite da Europa, a Alemanha, sofreu o mês de junho mais quente, assim como a Polônia, classificada em quinto lugar na lista de produção de leite da Europa. A França, o segundo maior país produtor de leite da União Europeia, viu a temperatura subir para um recorde de 45°C. “Essas temperaturas sufocantes são raras na Europa e a maioria das fazendas leiteiras europeias não investiu em sistemas de resfriamento parecidos com os das regiões leiteiras mais quentes dos Estados Unidos”, observa Sharp.

Do outro lado do Atlântico, a produção de leite nos Estados Unidos já estava abaixo dos níveis do ano anterior em maio, mesmo antes de o calor se tornar um fator. A produção de maio nos Estados Unidos caiu 0,4% para pouco mais de 8,6 bilhões de quilos e o número de vacas estava quase 1% abaixo dos níveis do ano anterior, de acordo com o último relatório da USDA sobre produção de leite.

Na Índia, a temporada de monções do país teve um começo ruim. No final de junho, as chuvas de monção da Índia foram apenas 36% do normal, de acordo com o Departamento Meteorológico da Índia. «Os produtores da Índia estão esperando chuva antes de começar a semear arroz, milho e soja e espera-se que os rendimentos das colheitas sofram», observa Sharp. «Os custos de alimentação na Índia aumentaram, assim como o custo para produzir leite, o que poderá reduzir a produção no longo prazo».

Monção é a designação dada aos ventos sazonais, em geral associados à alternância entre a estação das chuvas e a estação seca, que ocorrem em grandes áreas das regiões costeiras tropicais e subtropicais. A palavra tem a sua origem na monção do oceano Índico e sudeste da Ásia, onde o fenômeno é particularmente intenso. A Índia é o principal país afetado pelas monções.

No Brasil, a situação é melhor, de acordo com Monica Ganley, analista do Daily Dairy Report e diretora da Quarterra, empresa de consultoria em alimentos e agricultura com sede em Buenos Aires. “Os preços do leite subiram 15,3% desde o início do ano e a US$ 39,6 por 100 quilos. Os preços do leite brasileiro são atualmente os mais altos na região e devem exceder em muito o custo de produção para a maioria das fazendas leiteiras”, disse Ganley. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a produção de leite do Brasil cresceu 2,2% em janeiro e fevereiro, antes de acelerar para um aumento de 4,7% em março. “Olhando para o segundo semestre deste ano, mais leite entrará em operação, tanto por flutuações sazonais normais quanto por produtores motivados que buscam capitalizar margens altas”, observa Ganley.

produção de leite da Nova Zelândia em maio foi de 868.000 toneladas e caiu 0,1% em relação ao ano passado em termos de leite fluido e 1,1% em base de sólidos de leite. Para a estação, a produção de leite do país subiu 2,4% em relação à estação de 2017-18, com base em sólidos de leite. Desde 2013-14, o crescimento da produção de leite da estação da Nova Zelândia está basicamente estagnado, de acordo com Sharp. «As expectativas para a próxima temporada são semelhantes, com a produção devendo se manter estável ou ser um pouco maior – uma situação que é improvável que mude em breve», acrescenta ela.

Na vizinha Austrália, no entanto, a situação é bastante desfavorável. A seca em curso e a falta de alimentos obrigaram muitos produtores de leite a abandonar os negócios. De acordo com a Dairy Australia, a produção de leite nos últimos 12 meses encerrados em maio de 2019 despencou 7,7%. Desde janeiro, a produção anual de leite caiu dois dígitos a cada mês.

Qualquer reivindicação decorrente das informações contidas no site eDairyNews será submetida à jurisdição dos Tribunais Ordinários do Primeiro Distrito Judicial da Província de Córdoba, República Argentina, com sede na cidade de Córdoba, com exclusão de qualquer outra jurisdição, incluindo a Federal.

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