Um dia marcado por conhecimento e troca de experiências entre produtores de leite, especialistas e equipe técnica.
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No turno da tarde, o público participou em grupos, de uma dinâmica que envolveu empresas parceiras

Assim foi a quinta-feira (21), no CTG Sentinela da Querência de Erechim, durante evento promovido pela Cooperalfa. O foco principal da programação foi o aprimoramento da atividade e a prevenção da mastite. A doença, inflamação da glândula mamária ocasionada por microrganismos que colonizam o canal do teto e se multiplicam, é uma das que mais causa prejuízos para toda a cadeia leiteira.

Atenção ao manejo

Para o médico veterinário da Alfa, Valcir Kanigoski, o evento veio para complementar os trabalhos de campo sobre os pontos que mais impactam no controle de mastite, doença que atinge praticamente todas as propriedades. “A ideia é controlar o problema a partir de pontos como o manejo, ambiente, secagem de vacas, entre outros. Por isso trabalhamos de modo a reduzir os impactos que a mastite causa na produção de leite”, afirmou ao citar que, atualmente, uma vaca que possui uma alta Contagem de Células Somáticas (CCS) por mastite pode deixar de produzir até 30% do esperado. “As condições de manejo e ambiente estão diretamente relacionadas a mastite. Desse modo, alternativas como o tratamento de vaca seca e cuidado da imunidade do animal, são cuidados importantes”, acrescentou.

O evento reuniu cerca de 150 produtores de municípios da região. Eles puderam obter mais informações, esclarecer dúvidas e compartilhar os desafios do cotidiano de trabalho.

Na avaliação do coordenador da atividade leiteira da Alfa, Jardel Zucchi, o objetivo da cooperativa é trabalhar em parceria com o produtor e levar informações a eles. “Nós, enquanto equipe técnica, queremos treiná-los para que tenham um resultado melhor na qualidade do leite e melhor rendimento na produção”, salientou.

Conforme Jardel, a região possui desafios e, ao mesmo tempo, um potencial gigante na produção de alimentos. Na área de mastite, necessita de uma atenção mais expressiva que outras regiões, por isso, os profissionais buscam intensificar o controle leiteiro com a CCS individual.

Chave é a prevenção

No turno da manhã, o público prestigiou uma palestra com professor da Unesp, especialista em mastite e referência na área em âmbito nacional, José Carlos Pantoja.  “Nós como pesquisadores na universidade, geramos conhecimento que é transferido para os produtores em oportunidades como essa”, disse.

De acordo com o estudioso, a região de Erechim apresenta algumas particularidades no que se refere a mastite. “Como na região, os invernos costumam ser mais úmidos, em muitas situações é difícil manter um ambiente seco, o que amplia o desafio no controle da mastite. Por isso, abordamos algumas técnicas diante desse cenário mais desafiador, tais como: manter o ambiente dos animais o mais seco possível. Nesse sentido, um sistema de confinamento de gado que se desenvolveu muito é o Compost Barn. A cama deve estar muito seca, pois, caso contrário, a umidade propicia o crescimento dessas bactérias que causam mastite. A chave é a prevenção”, reiterou.

Sobre os tratamentos, ele fez um alerta: “Atualmente, mais da metade dos tratamentos são desperdiçados, pois há situações que o sistema imunológico do animal já é suficiente para curar o caso de mastite ou, ainda, são animais que não vão responder aos métodos, pois já tiveram vários casos repetidos. Assim, usamos ferramentas como a cultura do leite, as quais permitem um diagnóstico, em 24 horas, na própria fazenda e poderão indicar se é possível tratar o animal e qual opção utilizar”, orientou professor José Carlos.

Gestores das unidades da Alfa na região, destacaram a importância da atividade que busca ganhar força em indicadores de produtividade. O gerente da unidade em Campinas do Sul, Vitor Baiocco, enalteceu que o sistema, juntamente com a Aurora, preconiza muito a qualidade do leite. “Em Campinas do Sul, há produtores com grande potencial produtivo, até pelas condições de relevo que permitem uma pastagem diferenciada, além de animais em condições adequadas de manejo. A cada ano observamos a atividade de leite evoluir nas questões de tecnologia, porém, observamos dificuldades na questão da sucessão rural. Em contrapartida, está sendo produzido um maior volume de leite. Quer dizer, o produtor está aprimorando os conhecimentos e a Alfa dispõe de uma estrutura de técnicos que acompanham as rotinas e incentivam as evoluções”, assinalou.

Já o gerente da Alfa em Aratiba, Rogério Zanata, relatou que momentos de capacitação e aprimoramento como esse, são essenciais para os produtores. “Eles precisam ter conhecimento do assunto. Esse é um benefício, em especial na parte de economia. Vale lembrar sempre que o manejo correto dos animais vai refletir em melhor produtividade e redução de custos. Em Aratiba, uma das atividades principais, além da suinocultura e avicultura, é a produção de leite”, reiterou.

Parceria que reflete em sucesso

A cada explanação, os olhares estavam atentos e curiosos. Afinal, além do apreço pelo setor, a expectativa é a melhoria constante para garantir bons resultados.

Eliane Diel Barp veio de Faxinalzinho para o evento. Ela e o marido ingressaram na atividade há dois anos e meio, após uma decisão que mudaria completamente o dia a dia: sair da cidade e ir para o campo. “Assumimos a propriedade que era dos meus pais e encaramos o desafio, pois era algo novo. Ao todo são 28 animais, sendo 18 em lactação, novilhas e bezerras. Também realizamos o protocolo da vaca seca com a orientação da Alfa, sempre com o teste antes, considerando que o acompanhamento da CCS individual dos animais é mensal, para fazermos a linha de ordenha e tomarmos a decisão mais assertiva”, comentou.

De Erechim, o produtor, Tiago Alex Cecconello, atua na atividade há mais de 10 anos, e pela parceria que firmou com a Alfa, já possui resultados otimistas. Quanto ao evento, ele definiu como informações muito proveitosas e que podem fazer a diferença na rotina diária. “Os desafios são constantes, sendo que é preciso tomar decisões e lidar com as situações variadas. Buscamos fazer o melhor possível, com o auxílio dos técnicos”, enfatizou.

No turno da tarde, foi promovida uma dinâmica que envolveu empresas parceiras. Em grupos, os produtores puderam conferir mais detalhes sobre cuidados importantes em cada etapa, os quais refletem na qualidade do produto final.

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