A crise enfrentada pelo setor leiteiro de Rondônia está criando enormes dificuldades para os produtores honrarem seus compromissos.
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

 

Rui Barbosa de Souza, presidente da comissão dos produtores de leite de RO – Foto: Arquivo/AGROemDIA

Da redação//AGROemDIA

A crise enfrentada pelo setor leiteiro de Rondônia está criando enormes dificuldades para os produtores honrarem seus compromissos. Diante disso, eles reivindicam que o governo federal prorrogue as carências do crédito rural contraído por meio do Pronaf. A proposta dos pecuaristas de leite rondonienses é que as carências que vencem neste ano sejam adiadas para 2022 e aquelas que têm vencimento em 2022 fiquem para 2023. Além disso, querem a renegociação das parcelas em atraso, transferindo-as para 2022.

O pedido da comissão dos produtores de leite de RO foi encaminhado pela deputada federal Jaqueline Cassol (PP) ao ministro Paulo Guedes (Economia), à ministra Tereza Cristina (Agricultura) e aos presidentes do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, e da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

“Estamos pedindo a prorrogação dos prazos de pagamento do Pronaf porque Rondônia tem o menor preço do leite ao produtor do país, embora seja o sétimo maior produtor brasileiro do setor. Isso provocou uma quebradeira muito grande na nossa bacia leiteira, fazendo com que o produtor atrasasse seus financiamentos ou não desse conta de pagá-los”, disse ao AGROemDIA, nesta segunda-feira, o presidente da comissão dos produtores de leite de RO, Rui Barbosa de Souza. Segundo ele, o preço do leite ao produtor no estado é R$ 1,40 por litro.

Crise na bacia leiteira

No ofício enviado aos ministros e aos presidentes dos dois bancos públicos, a deputado Jaqueline lembrou que, em correspondência datada de 4 de maio último, já havia solicitado medidas para equacionar a crise enfrentada pelos mais de 28 mil produtores de leite de Rondônia, “onde o preço do litro sofrera abrupta e radical redução de quase 50% do preço pago pelo produto entregue aos laticínios, sem aviso prévio. Com isso, o custo da produção se revelava maior do que o valor pago pelo leite.”

No documento, a parlamentar enfatizou que agora a crise se agrava mais ainda. “Com o preço do litro de leite baixo, o pequeno produtor que fez investimentos em seu plantel não consegue pagar os financiamentos”. Por isso, acrescentou, “a ampliação dos prazos dos financiamentos para socorrer o pequeno produtor leiteiro é muito importante para o Brasil”.

De acordo com Jaqueline, a cadeia produtiva do leite vem diminuindo ano após ano e, mesmo assim, é uma das principais atividades econômicas do país.” Somos o terceiro maior produtor mundial de leite, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. É preciso que algo seja feito para equacionar os efeitos da importação do leite em pó dos países do Mercosul, bem como os altos custos da produção do leite, devido à disparada dos preços da ração e dos sais minerais.”

Ela afirmou ainda que o poder público precisa olhar com carinho e valorizar o produtor de leite. “Não podemos deixar que essa situação afete uma das mais importantes cadeias de geração de empregos e distribuição de renda do país, com grande impacto sobre os pequenos produtores, nas indústrias processadoras e em diversos outros setores que orbitam em torno da produção de leite.”

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER