Melhoramento genético ocorre por meio de transferência de embriões e tem apoio de profissionais do Governo do Estado
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Foi concluída nesta segunda-feira (8) a primeira fase da segunda etapa do trabalho de transferência de embriões em propriedades rurais de produtores de leite em assentamentos do Pontal do Paranapanema. A ação é do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria da Justiça e Cidadania e da Fundação Itesp, em parceria com o Condomínio Rural Canto Porto.

A primeira fase consiste na seleção e sincronização das receptoras. No trabalho realizado recentemente, 86 vacas foram selecionadas e receberão, 18 dias após o trabalho, embriões sexados que são fertilizados em laboratórios. Nesta segunda etapa, participam 13 produtores rurais de assentamentos dos municípios de Marabá Paulista, Presidente Bernardes, Mirante do Paranapanema, Caiuá, Rosana, Euclides da Cunha e Presidente Epitácio.

O médico veterinário da Fundação Itesp, Alfredo de Melo, explica que os embriões são sexados e que probabilidade de ser fêmea é maior. “Esses embriões são sexados, o que aumenta a possibilidade de nascer fêmea é de 85 a 90%. Produtor de leite quer ter vaca no pasto produzindo. Esse é mais um fator importante dessa ação que está sendo realizada no Pontal do Paranapanema”, explicou.

“Daqui a 18 dias, voltamos para colocar os embriões nas vacas selecionadas e depois de 60 dias vamos vir novamente para saber quantas ficaram prenhas”, concluiu.

DownloadDivulgação/Fundação Itesp

Resultados

A primeira etapa do trabalho foi concluída no dia 22 de maio e obteve um resultado muito satisfatório para os produtores que participaram. O índice de prenhez foi de 43%, considerado excelente pelos técnicos. O número é superior à média mundial (de 35%).

Um dos agricultores mais satisfeitos com o trabalho é o produtor de leite Anderson de Oliveira, do Assentamento Palú, no município de Presidente Bernardes. Na primeira etapa em seu sítio, 10 vacas receberam embriões e 5 ficaram prenhas, índice de 50%.

“Já tinha tentado fazer esse trabalho outras vezes e nunca deu certo. Agora com a supervisão que tivemos e o trabalho sendo feito da maneira correta, obtive um resultado significante. Estou feliz e vou continuar o trabalho para ter um melhoramento genético dos meus animais e assim aumentar a produção leiteira”, disse o produtor.

Na propriedade, Anderson divide o trabalho com seus dois irmãos e eles estão otimistas. “Nosso objetivo é em um ano dobrar a produção leiteira. Atualmente produzimos de 800 a 1.000 litros por dia”, comentou.

Cultivando Negócios

De acordo com o chefe de gabinete da Fundação Itesp, Marco Silva, esse trabalho faz parte do Programa Cultivando Negócios e proporciona um melhoramento genético por meio de técnicas de biotecnologia de reprodução com embriões nos assentamentos estaduais, começando pelo Pontal do Paranapanema, onde a atividade leiteira é maior.

“A Fundação Itesp apoia essa integração para levar tecnologia até o pequeno produtor. Essa parceria proporciona um melhoramento genético dos animais, aumento na produção leiteira, garantindo ao produtor um animal de procedência, com alta produtividade e sanidade adequada. Ainda gera renda e desenvolvimento para os participantes”, concluiu.

Todo esse trabalho do Programa Cultivando Negócios está dentro das atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) da Fundação Itesp, que visa levar desenvolvimento, geração de renda e emprego no campo. O objetivo é fazer com que o produtor rural obtenha excelentes resultados, tenha acesso ao mercado e uma renda familiar melhor.

Animais selecionados

O trabalho de transferência é realizado com embriões de doadoras da raça Gir e Girolando, fruto de uma seleção cuidadosa que gerou um exclusivo grupo de doadoras, com sêmen sexado dos melhores touros Holandeses.

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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