A base produtora da cadeia leiteira espera que um maior número de seguradoras passe a oferecer seguro rural para pastagem e milho silagem já a partir da safra 2021/22
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Rafael Hermann (E) e Marco Sérgio: Ampliação do seguro rural é fundamental para o setor de leite – Fotomontagem AGROemDIA

Da redação//AGROemDIA.

Por isso, considera importante a videoconferência que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoverá na próxima sexta-feira (25), às 15h, para apresentar os produtos disponíveis à pecuária bovina de leite e de corte. A expectativa do setor é que o evento do Projeto Monitor do Seguro Rural sirva para sensibilizar as seguradoras sobre a importância de ampliar a cobertura para as atividades dos produtores de leite.  

O seguro rural para a cadeia leiteira é um dos itens da pauta apresentada à ministra Tereza Cristina (Agricultura), meses atrás, pelos movimentos Construindo Leite Brasil, Aliança e Ação, União e Ação, Inconfidência Leiteira e Aproleite Goiás. Segundo o Mapa, o objetivo da videoconferência é avaliar e propor aperfeiçoamentos nos produtos e serviços das seguradoras, a fim de que elas ofereçam coberturas mais aderentes às necessidades dos produtores.

“É importante contarmos com o empenho da ministra Tereza Cristina para que possamos tratar do seguro rural para a pecuária de leite”, disse ao AGROemDIA o produtor gaúcho Rafael Hermann, do Movimento Construindo Leite Brasil. Ele foi um dos produtores que apresentaram à ministra a proposta de incluir o tema na pauta de discussões sobre medidas de fortalecimento da cadeia leiteira. “Isso mostra que o ministério está buscando uma solução para o seguro de pastagem e milho silagem.”

Por enquanto, apenas uma companhia de seguro está habilitada no Programa de Seguro rural (PSR) para pastagem e milho silagem. É a Essor Seguros, que começou a ofertar seguro de índices (paramétrico) de pastagens (subvenção de 20%) e o seguro de milho silagem na modalidade agrícola, com subvenção de 20% a 40%. Conforme o Mapa, outras seguradoras estudam esses riscos para verificar a viabilidade de ofertar essas coberturas nos próximos anos.

Mais seguradoras

“Tomara que um maior número de seguradoras se interesse em ofertar essas modalidades de seguros ao produtor de leite. Isso certamente dará uma grande contribuição para o avanço da cadeia leiteira, porque o produtor terá mais confiança e estabilidade”, acrescentou Rafael Hermann. Ele acredita que deverá haver grande adesão ao seguro rural para pastagem e milho silagem entre os pecuaristas de leite, caso as seguradoras ampliem a oferta desses produtos.

O produtor Marco Sérgio, da Aproleite Goiás, lembrou que o seguro rural para o setor de leite está na pauta dos movimentos da base produtora desde 2018. “Apresentamos essa proposta à Faeg no dia 12 de dezembro de 2018 e em reunião plenária com a classe produtora no dia 25 de janeiro de 2019, como um dos itens da pauta mínima.” Para ele, é fundamental que mais seguradoras ofereçam esses produtos para expandir a opções de cobertura aos produtores. “Por isso, é importante o empenho do Mapa para viabilizar efetivamente o seguro rural para o setor leiteiro.”

Pecuária

De acordo com o Mapa, o seguro rural de pecuária conta com subvenção ao prêmio de 40% e, em 2020, registrou 1.722 apólices contratadas no PSR. “Os seguros rurais de pecuária em geral precisam ser mais conhecidos pelos produtores. O monitor é uma oportunidade de dialogarem com as seguradoras para compreender as coberturas e propor melhorias ou até novos seguros”, enfatizou o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola.

No caso da pecuária de leite e de corte, quatro companhias de seguros (BrasilSeg, Fairfax, Mapfre, Swiss Re) estão habilitadas no PSR e, dependendo da seguradora e do produto, destina-se a animais registrados em associação de raça ou não registrados, podendo ser contratados nas modalidades seguro pecuário bovino ou rebanho vida em grupo, de acordo com a característica dos animais.

O seguro tem como objetivo garantir indenização ao segurado em caso de morte do animal, sendo os principais riscos cobertos: acidente, doenças infecto contagiosas endêmicas e epidêmicas preveníveis, (desde que comprovadas por exames laboratoriais), raio, eletrocussão, intoxicação, ingestão de corpos estranhos, picada de cobra, entre outras.

No momento, a BrasilSeg (seguradora que atende os clientes do Banco do Brasil) disponibiliza o seguro de faturamento ao produtor de pecuária de corte, que garante a indenização sempre que o faturamento obtido com o rebanho segurado for inferior ao faturamento garantido em apólice.

 

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