Os produtores de leite continuam afirmando que seu produto não e valorizado pelas indústrias e essas dizem que quem dita o preço é o mercado consumidor.
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Os produtores de leite continuam afirmando que seu produto não e valorizado pelas indústrias e essas dizem que quem dita o preço é o mercado consumidor. Essa foi a tônica da reunião extraordinária da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa realizada ontem por teleconferência.

Todos os agentes da cadeia produtiva do leite participaram da reunião presidida pelo deputado José Milton Scheffer e convocada por indicação do deputado Moacir Sopelsa, que também é produtor de leite.

Quase todos os parlamentares da Comissão estiveram presentes, além de representantes do Governo do Estado através da Secretaria da Agricultura, Epagri, Cidasc e entidades do setor.

Além das reclamações do preço do leite que segundo os produtores as indústrias não levam em consideração os custos de produção, também teve reinvindicação de equiparação do ICMS de SC com o do RS que influem nos custos dos produtos. Aqui no estado de SC o ICMS é maior do que o RS, e o leite segue mercado nacional e isso deixa nosso produto em desvantagem competitiva, afirmou Valter Brandalise, presidente do Sindileite-Sindicato das Indústrias de Láticos de SC.

Todas as entidades convidadas para a reunião lideradas pela Faesc, Fetaesc, Ocesc, Fecoagro, ACCB, Associação dos Produtores de Leite, tiveram oportunidade de se pronunciar e pedir apoio aos parlamentares para que sejam adotadas medidas que também leve em consideração os custos de produção ao se estabelecer os preços do leite ao produtor.

Outra reinvindicação foi de que os produtores também estejam representados no Conseleite-Conselho Paritário que discute os preços do leite, e que se estabeleça um preço base antes da entrega do produto. Hoje só se sabe quanto será pago no mês seguinte da entrega e isso dificulta aos produtores se planejarem na produção, assim como já terem definidos os custos de produção. Também houve reclamação do atraso de pagamento por algumas indústrias que demoram até 50 dias após a entrega para pagar o produtor.

Outra reinvindicação foi de se introduzir uma campanha de marketing junto ao consumidor de leite nos supermercados, esclarecendo que um litro de leite, produto essencial e nutritivo, não pode valer menos do que meia garrafa de agua mineral, como acontece hoje. Há que se esclarecer ao consumidor quanto o agricultor ganha no processo e quanto fica perdido na cadeia por outros segmentos do abastecimento.

A adoção de um preço base para o produtor foi a grande reinvindicação, assim como, a prorrogação dos financiamentos de investimentos nesse setor, com juros compatíveis, em cima da realidade do mercado financeiro atual, que está com a Selic baixa. A Assembleia Legislativa deverá liderar a elaboração de um documento com as reinvindicações da cadeia de lacticínios no estado, sugerindo medidas de apoio, aos produtores e a indústria, pois um precisa do outro.

O ex-secretário da Agricultura, Airton Spies, defendeu de estabelecer um sistema de integração na produção de leite, a exemplo do que acontece com os suínos e aves, a fim de assegurar garantia de produção e remuneração a todos os envolvidos na produção.

Segundo a Epagri, a cadeia do leite é responsável por 11 por cento do valor da produção agropecuária em SC e o estado é o quarto maior produtor do país.

Campanha consumo de leite – A Campanha da 1ª Semana do Leite, prevista para ocorrer na primeira quinzena de novembro, foi o tema central da 18ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada nesta sexta-feira (17).

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