O setor lácteo mundial foi afetado pela pandemia, mas em diferentes momentos e intensidades. O impacto se apresenta menor do que a expectativa que havia no início do segundo trimestre de 2020.
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COVID-19 – O setor lácteo mundial foi afetado pela pandemia, mas em diferentes momentos e intensidades. O impacto se apresenta menor do que a expectativa que havia no início do segundo trimestre de 2020. Os preços permanecem estáveis, apesar de uma pequena retração do consumo devido à queda na renda real da população em geral.

   Lideranças do setor lácteo global têm a percepção de que a crise intensificou algumas mudanças que vinham se verificando em curso no setor. Passou-se a dar uma maior valorização da produção local, sistemas em bases naturais, mais colaboração entre os elos da cadeia, cuidados com a saúde e com a sustentabilidade ambiental. Sob as lentes da crise, os lácteos saem com uma imagem mais positiva.

Percepção para o setor lácteo

Ao final do terceiro trimestre deste ano, 370 especialistas dos diferentes continentes e líderes discutiram o setor lácteo global, numa perspectiva pós-pandemia Covid-19, em conferência organizada pelo International Farm Comparison Network – IFCN.

No geral, a pandemia não trouxe somente problemas, mas existem oportunidades para uma reflexão em termos da interpretação de mudanças no setor. O setor de alimentos, que já era concebido como essencial, passou a ser considerado vital, especialmente durante o lockdown. O assunto segurança alimentar voltou a ser destaque e, para os lácteos, o reconhecimento e a importância estratégica de uma produção local bem estruturada. Isso, de certo modo, ajudou a fortalecer os lácteos em termos das marcas locais. Estes conceitos da segurança alimentar e da produção local passaram a ser mais valorizados. Isso poderá ser motivo de políticas protecionistas, com consequências no mercado internacional de lácteos.

Produtor

A expectativa é de que a crise venha acelerar mudanças que já estão em curso na estrutura da produção da maioria dos países. Houve intensificação no desenvolvimento e uso de novas tecnologias, digitalização, automação, robotização de atividades e tomadas de decisão em tempo real na fazenda. O produtor está cada vez mais conectado à internet, tanto com a indústria quanto com fornecedores de insumos e assistência técnica.

Indústria

Um dos resultados é uma maior disponibilidade de informações, decisões em tempo real e conectividade com o produtor por meio da internet. Para algumas fazendas com maior dificuldade de se manterem na produção, coube à indústria o papel da agregação de valor, como forma de não interromper o fluxo de produção e melhorar a imagem do setor.

Consumidor

Ao longo do período desta crise foi possível ouvir com mais frequência sobre a importância do valor nutricional dos lácteos na alimentação, bem como às questões do alimento seguro e uma tendência de volta ao essencial, natural, básico e ao produto local. Estas características se encaixam muito bem com o leite e seus derivados e podem ser uma grande oportunidade a ser explorada pelo setor.

Em consequência da necessidade do distanciamento social, houve crescimento das compras online e que, parecem doravante como uma nova característica de mercado.

Oportunidades

Pelo lado do produtor, fazer determinadas coisas de modo diferente não necessariamente significa mais custo. Leite pode ser mais barato se for possível inovar mais. A pandemia pode ter forçado agentes a perceber oportunidades que não se haviam visto anteriormente.

A indústria tem inovado de modo a gerar benefícios ao produtor e manter o leite sendo processado. A produção de leite precisa ser posicionada de modo a ser parte de soluções para toda a sociedade. Na Europa, “leite é ouro”. O seu valor nutricional é o maior segredo para muitos povos e a cadeia precisa levar isso aos consumidores.

No caso da Índia, ao longo da pandemia verificou-se que houve crescimento de demanda por acesso a marcas confiáveis e que mudarão o setor para um mercado mais organizado.

O consumidor de lácteos, de um modo global, está mudando. Não somente em termos de seu poder aquisitivo, mas também porque tem a seu dispor alternativas de uma poderosa indústria de bebidas e produtos substitutos aos lácteos. Existe pouca informação de qualidade para o entendimento por parte do consumidor urbano que, de um modo geral, não sabe como é o processo da produção e processamento dos lácteos. Por isso, líderes mundiais do setor defendem a necessidade de prover informação de qualidade ao consumidor, não somente no âmbito da nutrição alimentar, mas também transmitir uma imagem mais positiva sobre as pessoas envolvidas na produção do leite.

Outlook 2019 – 2025

Com base nos levantamentos dos especialistas do IFCN, a produção mundial de leite em 2019 deve ter aumentado cerca de 1,3%, o menor crescimento já registrado. A demanda foi um pouco maior, equivalente a 1,6%, o que puxou os preços em 9%.

Para 2020, o medo da pandemia Covid-19 foi maior do que, de fato, o impacto no setor lácteo. A expectativa é de que, até o final do ano, o setor lácteo mundial volte à sua normalidade, em produção e preços no patamar dos US$ 35,00 / 100 kg de leite.

Para 2025, a expectativa de 83% dos participantes é de que o cenário seja positivo para o setor lácteo e que a tecnologia seja o fator determinante para essa mudança. Dos participantes, 53% acreditam que as principais inovações identificadas são o uso de tecnologias da informação e 44% veem a robotização como fator de mudança. Autossuficiência, segurança alimentar e sustentabilidade são os aspectos mais importantes da atividade leiteira do futuro, na visão de 23% dos participantes do evento.

 

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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