Recepção - No 1º trimestre de 2021, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 6,56 bilhões de litros, equivalente a um aumento de 1,8% em relação ao 1° trimestre de 2020, e redução de 3,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

No Gráfico I.12 é possível perceber um comportamento cíclico no setor leiteiro, em que os 1° trimestres regularmente apresentam queda de produção em relação ao último período de cada ano. O resultado representa a maior captação de leite acumulada em um 1° trimestre, superando a máxima anterior verificada no mesmo período de 2020. O volume registrado em janeiro, 2,34 bilhões de litros, contribuiu para essa marca, sendo recorde para o total captado em um mês, considerando toda a série histórica da Pesquisa, iniciada em 1997. Ao longo do trimestre, o segmento foi impactado pelo aumento dos custos de produção e pelo enfraquecimento da demanda, influenciada pela redução do poder de compra famílias.

No comparativo do 1º trimestre de 2021 com o mesmo período em 2020, o acréscimo de 114,64 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de aumentos registrados em 11 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Em nível de Unidades da Federação, os aumentos mais significativos ocorreram no Rio Grande do Sul 28 (+52,17 milhões de litros), Santa Catarina (+38,36 milhões de litros), Paraná (+32,10 milhões de litros), Goiás (+28,14 milhões de litros) e Bahia (+20,65 milhões de litros). Em compensação, os decréscimos mais relevantes ocorreram no São Paulo (-38,09 milhões de litros), Mato Grosso (-14,31 milhões de litros) e Minas Gerais (-10,58 milhões de litros). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 25,3% da captação nacional, seguida por Paraná (13,4%) e Rio Grande do Sul (12,8%) (Gráfico I.13).

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço líquido médio do litro de leite pago ao produtor no 1º trimestre de 2021 foi de R$ 1,99, valor 41,2% acima do praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em comparação ao preço médio auferido no 4° trimestre de 2020, houve decréscimo de 5,8%. (Gráfico I.14).

Segundo o IPCA, o item Leites e derivados teve queda de 1,1% no acumulado de janeiro a março de 2021, abaixo do Índice geral da Inflação, de 2,05%. A retração foi influenciada pelo subitem Leite longa vida que apresentou redução de 6,77%, enquanto os demais subitens tiveram variação positiva, sendo as mais altas detectadas para o Leite fermentado (+5,5%), Iogurte e bebidas lácteas (+4,82%) e Leite condensado (+4,21%). (Gráfico I.15).

A maior parte da captação de leite pelos laticínios brasileiros tem sido realizada por estabelecimentos de grande porte, que receberam mais de 50 mil litros de leite/dia (15,4% do total de estabelecimentos) e foram responsáveis por 85,9% do volume de leite cru captado no 1º trimestre de 2021 (Tabela I.13).

No 1º trimestre de 2021 participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 1 838 estabelecimentos, 737 registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), 806 no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 295 no Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 91,5%, 7,9% e 0,6% do total de leite captado. O Estado do Amapá foi a única Unidade da Federação a não participar da Pesquisa por não apresentar estabelecimento elegível ao universo investigado.

Acesse aqui a matéria na íntegra

No total, 57 prêmios vieram para o Brasil; produção do queijo mineiro já é reconhecido como patrimônio cultural imaterial.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER