Após grandes dificuldades nos embarques e vendas de fertilizantes em meio a Guerra, empresa garante que a Rússia está enviando fertilizantes para o Brasil.
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Fonte: Fundación UNAM

Após grandes dificuldades nos embarques e vendas de fertilizantes em meio a Guerra, empresa garante que a Rússia está enviando fertilizantes para o Brasil.

O fundador e presidente da Heringer, Dalton Heringer, afirmou nesta terça-feira (29) que, “nesse momento, estão sendo feitos embarques na Rússia não só para Heringer, mas para o setor no Brasil”. As declarações ocorreram durante teleconferência sobre os resultados do 4º trimestre, quando a Fertilizantes Heringer registrou avanço de 835,6% do seu lucro líquido. Os papéis da companhia avançaram 4,19%, a R$ 18,42, nesta sessão pós balanço.

O executivo ressaltou, porém, a importância do quanto antes o suprimento voltar à normalidade, “dado que a Rússia é um importante produtor”. Ele crê “que haverá uma solução para os fertilizantes em meio ao conflito, porque ele é essencial para produção de alimentos”. A Rússia é um grande exportador de fertilizantes para o Brasil.

Ele ainda ressaltou que o conflito Rússia-Ucrânia não está impactando a companhia, uma vez que o período atual, de abril, maio e junho, é sazonalmente de baixa demanda na Heringer: “Mas impactará no futuro se esse realidade não se normalizar”.

Preços seguem oscilando

Dalton Heringer disse que há forte oscilação na precificação de fertilizantes. O executivo comentou que os últimos dois anos o preço de fertilizantes subiu bastante, mas não vê como manter assim a longo prazo. “O que se tem hoje é uma dificuldade muito grande de precificação. Os fertilizantes não têm uma bolsa (de valores) como tem o petróleo”, afirmou.

“Então, nesse momento, com essa incerteza, o preço correto de cada matéria–prima cria uma dificuldade maior de precificação. Mas isso é momentâneo. As oscilações estão ocorrendo e os repasses aos produtores estão sendo feitos”.

Ele vê os preços de fertilizantes para 2022 incertos, já que era esperado alguma queda, com os incrementos tão grandes de demanda verificados nos últimos dois anos. “Não acredito numa queda forte, mas é de se esperar uma queda olhando 2022”, avalia o presidente da empresa, informando também não saber precisar quanto será a demanda de fertilizantes esse ano no mercado.

Porém, com relação à safra 2021/22, de acordo com a Conab, o Brasil deverá apresentar um crescimento de cerca de 4% quando comparado a safra 2020/21, o que levará a produção nacional de grãos a uma safra recorde de cerca de 266 milhões de toneladas.

Queda de volume por preço de fertilizantes

As importações brasileiras de fertilizantes acumuladas de janeiro e fevereiro foram de 5,3 milhões de toneladas, pouco abaixo do acumulado do ano anterior quando foram importadas 5,7 milhões de toneladas dos produtos. Os dados constam no Boletim Logístico da Conab.

Um possível fator de influência para uma importação nessa ordem pode ter sido o cenário de incertezas em relação ao abastecimento de fertilizantes do principal fornecedor: a Rússia.

Neste contexto, no intuito de atender uma demanda de adubo para a cobertura do milho 2ª safra e de algodão, sobretudo no caso de produtores que não conseguiram adquirir de forma antecipada o insumo, houve essa boa movimentação no mercado de fertilizantes, para o período em questão, tanto que o valor médio dos fertilizantes importados em fevereiro/22 foi de US$ 553,64/tonelada, ou seja, US$ 57,00/tonelada a mais que a média de janeiro.

“A AGRICULTURA BRASILEIRA APRESENTOU NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS UM CRESCIMENTO DE DEMANDA DE FERTILIZANTES BASTANTE ROBUSTA”, AFIRMA DALTON HERINGER.

O presidente da companhia disse que a importação de fertilizantes tem atendido a agricultura. “No ano passado, especificamente, porém, se verificou incremento da produção nacional, que vinha caindo ano após ano”, destacou ele.

Em 2021, a produção nacional de fertilizantes foi de 6,99 milhões de toneladas, representando um aumento de 7,3% em relação a 2020, que foi de 6,52 milhões de toneladas. “Muito agricultores ainda pensam preço de fertilizantes como fator principal de decisão de compra, quando na realidade deveria ser o quanto esse fertilizante vai contribuir para produção e produtividade”, avalia.

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