Só em Anchieta, mais de 100 animais foram enterrados em menos de 45 dias. Problema ocorre também em cidades vizinhas.
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Em menos de 45 dias, somente a cidade de Anchieta já enterrou mais de 100 animais por causa de uma seca atípica que atinge a região Sul do Estado.

Em cidades vizinhas também há relatos de dezenas de animais mortos, mas ainda não foram contabilizados pelos criadores de gado.

O caso assusta a pecuária e também a agricultura. É que sem chuva forte desde fevereiro, o pasto secou e o capim, que antes alimentava a maioria dos animais, não
é encontrado no campo.

Wilson Joaquim Benincá, de 58 anos, que lida com gado desde criança, disse que nunca viu algo parecido na vida. Somente Wilson já perdeu 16 bovinos, a maioria vacas de leite, o que causa um prejuízo de mais de R$ 120 mil.

“Ontem morreu o 16º animal. Nunca passei por uma situação dessas. Mexo com leite desde os 8 anos e nunca vi as vacas morrerem assim. Bate um desespero porque a gente vai vendo o gado desanimado, doente e fica triste ao encontrar algum caído em uma vala. A gente vai ajudar o gado mas, sem forças, ele acaba morrendo”.

Ele lembra que a última chuva forte na região foi no final de fevereiro e, com o sol forte há cinco meses, a preocupação só aumenta.

“De lá para cá deu somente as poeirinhas de chuva, o que não é o suficiente para encharcar o solo e manter o pasto vivo”, diz ele.

Chuva

O secretário municipal de Agricultura, Fabiano Mezadri, explica que a seca atípica é justamente pela falta de chuva forte e, mesmo que volte a cair, a vegetação ainda vai demorar a brotar.

“Estamos vivendo uma seca fraca, conhecida como seca atípica, porque até então temos o curso hídrico, mas o que está faltando é o alimento para o rebanho, porque o pasto secou. Então o animal pode não morrer de fome, mas perde nutrientes, o que vem acarretando no desenvolvimento. Então todas essas mortes são em consequência da seca”, explica Mezadri.

O município já foi comunicado sobre a morte de 81 animais, sendo 72 bovinos e nove equinos, mas o secretário afirma que já morreram mais de 100 animais somente em Anchieta.

“Temos o controle como município, onde os produtores nos pedem ajuda com maquinário, para enterrar esses animais, mas temos os produtores que enterram por contra própria”, completa.

PRODUÇÃO DE LEITE REDUZIDA

Animais que antes produziam até 200 litros de leite por dia já chegam a produzir somente 35 litros/dia pelo fato de não irem pastar mais. Para driblar a falta de
capim, criadores de gado têm investido em mais alimentação, mas ainda assim não resolve o problema.

É o que explica o produtor rural Luciano Benincá, de 49 anos. “Estamos comprando selagem, milho e tendo que investir mais para manter o gado de pé. Tem gado que nunca comeu no cocho e está comendo hoje porque não encontra mais nada para comer no pasto. Aumentou a ração, o gasto, mas a produção diminuiu”.

Luciano frisa ainda que o preço do leite subiu somente para o consumidor final, jáque a margem deles é praticamente a mesma, se comparado com a produção.

“Infelizmente, para o produtor, a margem é pequena. E se estamos produzindo menos e gastando mais, seguimos com prejuízo”, completa o produtor.

Para ajudar os produtores do município, a Secretaria Municipal de Agricultura tem disponibilizado transporte para buscar alimento mais em conta fora da região.

Sem previsão de chuva forte, o secretário Fabiano Mezadri diz que os produtores que tiverem oportunidade de vender os seus animais devem aproveitá-la.

“A gente conta com a ajuda do céu, mas com a vinda da chuva, toda essa vegetação vai acabar de apodrecer primeiro, então vamos passar por dias de tormento ainda. Só depois que a vegetação apodrecer é que voltará a brotar. Acreditamos que isso só deve acontecer mais para o final de outubro ou meados de novembro”, finaliza ele.

O rigoroso controle de custos e as melhorias de produtividade permitem que a Danone compense até certo ponto o aumento dos custos.

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