Pecuaristas e instituições do setor agropecuário, como a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese) e a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri)
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Pecuaristas e instituições do setor agropecuário, como a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese) e a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), confirmam o bom momento da produção leiteira em Sergipe e da geração de renda para o produtor, no início deste segundo semestre. Entre os principais fatores que contribuem para a alta no setor produtivo, especialistas apontam a boa genética do rebanho leiteiro no estado, as condições meteorológicas favoráveis, com chuvas acima da média, e a grande safra de milho – bastante utilizado na produção de forragem (alimento para o gado).

O presidente da FAESE, Ivan Sobral, afirma que mesmo com a pandemia, o setor agropecuário manteve-se forte. Para Ivan, o campo será fundamental tanto para a economia quanto para a segurança alimentar da população no pós-pandemia. “Sergipe tem se destacado bastante na produção de leite. Já produzimos em torno de 1 milhão de litros por dia, algo bem significativo, considerando que somos o menor estado do Brasil. Tivemos uma queda na produção e no preço para o produtor no primeiro semestre, por conta da pandemia, mas estamos vivendo uma boa recuperação no início deste segundo semestre. Percebemos que a quantidade satisfatória de chuvas possibilitam boa safra de milho – insumo importante para produção de ração. Cerca de 150 mil toneladas de milho ficam em Sergipe, principalmente dedicadas à pecuária leiteira. Outro fator importante é que temos vários laticínios no estado que absorvem a grande produção. As ações de liberação da malha rodoviária para circulação dos produtos, e a liberação de funcionamento das casas agropecuárias também colaboraram bastante para manter a produção agropecuária durante a pandemia”, analisa Ivan Sobral.

No Alto Sertão, o presidente da Asproleite – Associação dos Produtores de Leite do Munícipio de Porto da Folha, Juraci Pereira de Barros, conta que vem acompanhando as alterações na produção durante a pandemia, para orientar os pecuaristas na comercialização. Ele confirma sinais de melhoria no preço que é pago ao produtor por litro de leite produzido. “Nos três primeiros meses do ano, o produtor estava recebendo, em média R$ 1,32 por litro de leite vendido. Com o fechamento das feiras e dos restaurantes, tivemos uma crise, principalmente entre os meses de abril e maio, quando o preço caiu para R$ 1,17; mas a partir de junho, já percebemos uma recuperação, voltando para R$ 1,32; e R$ 1,45 em julho. Alguns conseguem um preço melhor, entre R$ 1,60 e R$ 1,80 por litro”, relatou Juraci. O presidente da Asproleite disse que produção média dos criadores associados é de 500 litros/dia [com pecuaristas que produzem entre 200 litros e 1000 litros/dia].

Além da excelentes condições edafolimáticas que favoreceram a pastagem e o plantio de milho para forragem, o secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, destaca o nível de organização dos produtores, que têm investido em genética e manejo do gado leiteiro, assistência técnica e equipamentos; e as políticas públicas desenvolvidas em apoio ao setor. “Diversas ações voltadas para o fomento à bacia leiteira foram realizadas pelo governo Estadual, através da Seagri e da Emdagro, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva. O Programa de Melhoramento Genético por Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), por exemplo, inseminou 1.690 vacas nos últimos dois anos. São contribuições importantes, também, a entrega de 3 milhões de raquetes de palma a 872 produtores de 12 municípios, e a distribuição de sementes de milho. Outro ponto que se destaca é a força do trabalho de defesa animal desenvolvido pela Emdagro com grande adesão dos pecuaristas, que coloca Sergipe há 25 anos como status de área livre da Febre Aftosa, assegurando a sanidade do rebanho sergipano”, avalia André Bomfim.

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

ASSINE NOSSO NEWSLETTER