O Banco Popular da China desvalorizou na última terça-feira (06) o yuan - a moeda de seu país - levando-o ao nível mais baixo por 11 anos, o que gerou medo nos laticínios mundiais.
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O Banco Popular da China desvalorizou na última terça-feira (06) o yuan – a moeda de seu país – levando-o ao nível mais baixo por 11 anos, o que gerou medo nos laticínios mundiais.

China é o maior importador mundial de produtos lácteos – o grande comprador de leite em pó integral, entre outros produtos – e o fato de a moeda chinesa ter caído 1,4% em relação ao dólar pode reduzir o aumento dos preços que traziam os lácteos ao mercado, levando a uma nova queda.

“Se a China desvalorizou, o mais lógico é que tenda a diminuir o preço dos laticínios. Uma recuperação de preços havia começado e temos medo de gerar um novo problema de preços baixos que não era esperado”, explicou Justino Zavala, diretor da Associação Produtores de Leite de Canelones, Uruguai. Justin reconheceu que a China “é o motor da compra de produtos lácteos” e, para o Uruguai, é um mercado muito importante.

Crédito

Por sua vez, internamente, os produtores de leite uruguaios estão esperando, de um momento para outro, pela publicação do Decreto que habilita o Fundo de Garantia que servirá de apoio ao crédito em condições favoráveis implementado pelo Banco da República

O crédito voluntário para assistência aos produtores – em face da crise econômica no setor – também inclui os produtores de leite categoria 4 e 5 (com capacidade de pagamento comprometida), que não foram cobertos pelo Fundo de Garantia para Produtores de Leite (Fogale). Essa conquista foi alcançada pelos sindicatos após várias negociações com o governo e com as autoridades do banco do país.

O decreto de referência que os produtores esperam e que deve ser assinado pelo presidente Vázquez deve estabelecer algumas mudanças na regulamentação para que seja plenamente garantida aos pequenos produtores, segundo Zavala.

Dificilmente ficará operacional no final deste mês, pois há muitos detalhes a serem resolvidos, tanto no Banco da República como no Banco Central do Uruguai. “Nós tínhamos a ideia de que conseguiríamos que ele estivesse operacional este mês, mas depois da reunião com as autoridades do Banco da República, vimos que é muito difícil”, confirmou o diretor da Associação Produtores de Leite de Canelones.

Na produção, o clima vem acompanhando e estimula maior produção. “Espera-se que haja alguma recuperação na produção de leite em agosto. Também é esperado que este mês traga um preço melhor para o leite do produtor e não apenas por causa do aumento no consumo de leite”, disse Zavala. A esperança de conseguir um preço melhor ainda está viva.

As perspectivas dos fundamentos do mercado apertaram-se ainda mais do lado da oferta no último mês, com o pico de produção na NZ a permanecer mais fraco do que o esperado e a contínua pressão descendente sobre a produção de leite da UE.

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