Este órgão servirá para dirimir dúvidas sobre os custos de produção, tanto dos produtores quanto dos laticínios no que se refere a seus produtos.
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Este órgão servirá para dirimir dúvidas sobre os custos de produção, tanto dos produtores quanto dos laticínios no que se refere a seus produtos. Este assunto vem sendo ventilado em Goiás há vários anos e nunca evoluiu para um denominador comum. É que os laticínios têm se mostrado reticentes em abrirem suas planilhas de custos, por uma questão de mercado e concorrência.

Mas, recentemente os produtores, através da Comissão de Pecuária de Leite da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás, entregaram um documento ao Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás, no qual exigem que as indústrias antecipem até o 25º dia do mês, o preço a ser pago pelo litro de leite ao produtor e que esse pagamento, seja feito até o 5º dia útil do mês seguinte. Só assim, podem planejar com antecipação, os gastos futuros – pontuam.

Sobre essa reivindicação, o Sindileite argumenta que isso é impossível pois as indústrias também dependem do comércio de seus produtos, principalmente junto aos supermercados. Para entabular conversações, o presidente do Sindileite, Alcides Augusto da Fonseca e o diretor executivo da entidade, Alfredo Luís Correia, estiveram na Faeg na última sexta-feira e levaram um documento propondo a criação do Conseleite em Goiás.

Esse projeto, – segundo o Sindileite, – deve ser elaborado tendo como base, o já existente no Paraná ou o de Santa Catarina. Os Conseleites desses estados são mediados por universidades federais que se encarregam de elaborar as planilhas de custos dos dois seguimentos, documento esse que serve de base para a comercialização do leite cru junto às indústrias ou seja, o preço pago ao produtor.

Reação

Essa proposta do Sindileite, num primeiro momento, causou calorosas discussões entre as partes uma vez que os produtores goianos não abrem mão da antecipação dos preços do litro de leite. O presidente da Comissão de Pecuária de Leite da Faeg, José Renato Chiari, argumentou que o “Conseleite é um casamento entre indústrias e produtores. E como realizar esse casamento se o namoro está tão difícil”?

Por sua vez, o presidente do Sindileite, Alcides Augusto disse que o Conseleite será uma ferramenta útil para dirimir dúvidas e gerar real transparência sobre os custos de produção. Salientou que entende as dificuldades dos produtores de leite, mas que as indústrias também têm seus sérios problemas de produção e comércio.

Depois de 3 horas de pleno debate, ficou decidido que a Faeg nomeará uma reduzida comissão de produtores e o mesmo acontecerá no Sindileite com diretores, para que essas negociações tenham prosseguimento. O Sindileite propôs que a primeira delas seja realizada antes do final de fevereiro e que a Faeg leve para o Sindileite novas propostas que serão encaminhadas às indústrias.

Na Faeg, ficou decidido também que os produtores de leite vão se reunir na próxima sexta-feira quando definirão entre outros assuntos, o questionamento ao governo Federal, que deu isenção de impostos para os importadores de leite em pó da Europa. Para os produtores, isso vai prejudicar o mercado nacional do leite. Eles querem também, como contra-partida, isenção de tributos para a compra de insumos e maquinário.

O preço médio da cesta de derivados lácteos variou negativamente no mês de novembro/2021. Na média ponderada, a retração foi de 7,21%, em relação dos preços observados pela indústria de laticínios no mês anterior. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29/11) no Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano.

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