Saiba o que significa o acordo comercial fechado nesta quarta, entre os três países
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  assinou nesta quarta-feira, 29 de janeiro, na Casa Branca, o Acordo de Livre Comércio da América do Norte – batizado de USMCA –, cumprindo uma promessa chave de sua campanha política e encerrando mais de dois anos de tumultuadas negociações sobre as regras comerciais do continente, informou o jornal New York Times (NYT).

O acordo comercial, agora chamado Acordo Estados Unidos-México-Canadá, atualiza o acordo anterior (Nafta), com proteções mais fortes para os trabalhadores e a economia digital, com expansões dos mercados para os agricultores norte-americanos, além de novas regras para incentivar a fabricação de automóveis na América do Norte.

“Hoje finalmente estamos encerrando o pesadelo do Nafta e firmando o novo Acordo EUA-México-Canadá”, disse Trump durante uma cerimônia de assinatura na Casa Branca, relata o NYT. “Pela primeira vez na história americana, substituímos um acordo comercial desastroso por um acordo comercial verdadeiramente justo e recíproco, que manterá empregos, riqueza e crescimento aqui mesmo na América”, acrescentou ele.

O acordo constitui uma importante vitória política para Trump – foi a sua segunda conquista comercial do mês.  O presidente assinou um pacto comercial inicial com a China na Casa Branca há apenas duas semanas, fortalecendo a sua campanha de reeleição.

Embora seus acordos com a China e outros países como o Japão e a Coreia do Sul sejam menores que os acordos comerciais tradicionais, Trump poderá alegar que renegociou os termos comerciais com os países responsáveis ​​por mais da metade do comércio americano, relata o jornal NYT.

Há muito que Trump ridiculariza o Nafta original, e frequentemente ameaçou destruí-lo completamente se o Canadá, o México ou os democratas do Congresso não concordassem com as novas regras.

O acordo de 26 anos, negociado pelo governo George Bush e sancionado pelo presidente Bill Clinton, tornou-se um objetivo político, ridicularizado por incentivar as empresas norte-americanas a mudarem fábricas e empregos para o México, acrescentou o NYT.

No entanto, destaca o jornal, muitos economistas têm uma visão mais otimista do legado do Nafta, dizendo que o acordo proporcionou um benefício positivo, embora pequeno, aos salários e ao emprego dos norte-americanos.

Os analistas relatam ainda que o antigo Nafta permitiu que as indústrias reorganizassem suas cadeias de suprimentos na América do Norte e aproveitassem os diferentes recursos e pontos fortes dos três países.  O acordo ajudou a mais que triplicar o comércio da América com o Canadá e o México.

Mas a abertura de fronteiras tem um custo.  Alguns norte-americanos, particularmente aqueles com menos escolaridade, perderam-se quando as fábricas se mudaram para o México, levando trabalhos com elas.

Gordon Hanson, economista da Harvard Kennedy School, disse que os estudos descobriram que a renda média aumentou nos três países como resultado do acordo comercial Nafta, embora em pequena magnitude.  Mas os benefícios do acordo foram distribuídos de maneira muito desigual nos Estados Unidos.

“Certamente podemos encontrar lugares onde os empregos são perdidos como resultado do aumento do comércio com o México, bem como lugares onde os empregos foram ganhos como resultado do aumento do comércio com o México”, afirmou Hanson.

Os programas governamentais projetados para ajudar os trabalhadores a se adaptarem a essas mudanças provaram ser um curativo para uma ferida profunda que nunca cicatrizou.  Como a entrada da China em 2001 na economia global, acelerou a perda de empregos nas fábricas norte-americanas, o Natfa tornou-se um símbolo potente para os sindicatos, muitos democratas e Trump de onde a política comercial americana deu errado.

Início das renegociações

O governo Trump iniciou sua renegociação do Nafta em agosto de 2017, manifestando palavras duras para o Canadá e o México. Inicialmente, esperava-se que as negociações terminassem até o final de 2017, mas duraram até o ano seguinte, quando autoridades dos três países discutiram questões como acesso ao mercado de laticínios, contratos do governo federal e sistemas para resolver disputas comerciais.

Grupos de negócios ficaram alarmados com várias propostas do goerno Trump, que utilizou táticas de jogo duro com o Canadá e o México, aplicando tarifas sobre aço e alumínio e também ameaçando taxar seus carros.

Nos estágios finais das negociações, quando os Estados Unidos estavam em desacordo com o Canadá em questões como a agricultura, Trump ameaçou transformar o Nafta em um acordo bilateral com o México, deixando o Canadá de fora por completo.

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