"> URT em propriedade rural aumenta a produção de leite - eDairyNews-BR
Os produtores venderam o excedente, em torno de 60 toneladas de silagem de milho no valor de R$ 180,00 a tonelada, tendo um lucro extra de R$ 10.800,00
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

 

Os produtores venderam o excedente, em torno de 60 toneladas de silagem de milho no valor de R$ 180,00 a tonelada, tendo um lucro extra de R$ 10.800,00

A implantação de uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) e a adoção de tecnologia na produção do leite são os diferenciais dos produtores rurais Roberto Roseghini e Cleonice Roseghini, proprietários do Sítio Santo Antônio, localizado na Comunidade Agrovila Ponce de Arruda, no município de Campo Verde (131 km ao Sul de Cuiabá). Com 16 vacas da raça Jersey em lactação, a produção atinge 304 litros de leite por dia, uma média de 16 litros de leite por animal, superando a média de Mato Grosso que é de 5,92 litros de leite/dia/animal.

No final do mês de dezembro de 2016, técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Prefeitura Municipal de Campo Verde implantaram a URT do Leite na propriedade. A Unidade de Referência Tecnológica faz parte do Programa do Governo de Mato Grosso – Pró-Leite, que busca a eficiência da atividade com ações para melhorar a alimentação do gado e índices zootécnicos, minimizando os custos de produção para aumentar a renda da unidade familiar, dentre outros.

O engenheiro agrônomo Kenio Batista Nogueira destaca que no Sítio Santo Antônio, antes da instalação da URT, a produção era de 215 litros de leite/ dia, uma média de 13,5 litros de leite dia por animal. Após a instalação, houve um aumento de 2,5 litros de leite, atingindo 16 litros/leite/dia/animal. Conforme Kenio, foram apresentadas opções de alimentação para o bovino leiteiro e informações para a produção de silagens com capins e grãos.

Para o manejo do rebanho foi destinada uma área 2,5 hectares para implantação de 28 piquetes rotacionados com o plantio de capim da cultivar Mombaça, um hectare com o capim Capiaçu e quatro hectares com o plantio de milho, todos para produção de silagem. O engenheiro explica que durante o período seco do ano, as pastagens tornam-se deficientes, sendo necessário o uso de uma fonte adicional de volumoso. Nesse período, as pastagens perdem seu valor nutritivo, reduzem a produção de massa verde e aumentam seus valores de Fibra Detergente Neutra (FDN), o que reduz o seu consumo em percentagem de peso vivo pelos animais.

Dessa forma, o produtor Roberto Roseghini tem intensificado os serviços de corte de capim Capiaçu e milho para a produção de silagem. “O objetivo é estocar alimento de boa qualidade para os animais, principalmente para o período de inverno e mudança de estações, quando a oferta de pastagens é menor”, destaca Nogueira.

Aumento da ensilagem

A engenheira agrônoma da Empaer, Ana Carla Vidotti, fala que os produtores foram orientados a obter melhores resultados com a prática da ensilagem. Antes da implantação da URT o produtor produzia seis mil quilos de matéria verde de milho e o custo de produção era em torno de R$ 120,00 a tonelada. Para complementar comprava em média 10 toneladas de silagem de milho a um custo de R$ 180,00 a tonelada e não produzia silagem de Capiaçu.

Com a implantação da URT, o produtor passou a produzir na área 50 toneladas de matéria verde de milho com um custo de produção de R$ 52,44/tonelada. Também está produzindo 85 toneladas de matéria verde com o capim Capiaçu. No ano passado os produtores venderam o excedente, em torno de 60 toneladas de silagem de milho no valor de R$ 180,00 a tonelada, tendo um lucro extra de R$ 10.800,00. “A URT está servindo de modelo para os produtores da região na recuperação de pastagem e administração financeira e produtiva”, enfatiza Ana Carla.

Vidotti, o trabalho também é organizar a parte financeira da produção leiteira, ou seja, estimular o controle para conferir se está obtendo lucro e identificar os pontos de estrangulamento no custo de produção. A produtora Cleonice Roseghini é a responsável pela coleta de dados e anotações de tudo que compra e vende. “A paixão pelo gado leiteiro ficou por conta da produtora, que viu potencial na raça Jersey para fortalecer a renda da família”, conclui.

É a primeira vez na história que uma carga de leite brasileiro é exportado para a China. Cooperativa gaúcha é a responsável pelo feito.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

newsletter

ASSINE NOSSO NEWSLETTER