Conheça iniciativas que usam alta tecnologia para monitoramento dos animais com soluções de internet das coisas e analytics
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Conheça iniciativas que usam alta tecnologia para monitoramento dos animais com soluções de internet das coisas e analytics

Vacas conectadas já são realidade no dia a dia da produção de leite no País. A alta tecnologia auxilia não só no aumento e melhor qualidade das produções, mas também no bem estar dos animais e na cadeia de distribuição do produto.

Uma das grandes empresas que já aplica a tecnologia é a Nestlé, que tem implantado uma série de iniciativas de promoção de bem-estar animal.

De acordo com a empresa, os sensores eletrônicos, semelhantes a brincos, usados nos animais, são capazes de monitorar a saúde e a felicidade das vacas. O brinco eletrônico integra o Projeto Cowsense, que a empresa desenvolve no Brasil para o acompanhamento dos animais produtores de leite orgânico.

COMO FUNCIONA

O dispositivo coleta e fornece informações sobre as principais atividades que expressam o comportamento natural das vacas: atividade ruminal, movimento e ócio e temperatura.

De acordo com o gerente de Milk Sourcing da Nestlé Brasil, Edney Murillo Secco, por meio de um sistema de inteligência artificial, o sensor cria algoritmos através da leitura de atividades que definem o comportamento padrão de cada vaca. Esses dados são enviados em tempo real para o produtor por meio de um aplicativo no celular e, se há algum comportamento que desvia do padrão, o produtor recebe um alerta pelo sistema.

“São informações precisas sobre a condição do animal, que permitem o produtor tomar melhores decisões sobre a gestão do rebanho, com mais eficiência e autonomia completa.

Um exemplo de indicador de bem-estar das vacas é a taxa de ruminação. “A vaca, exceto quando dormindo ou comendo, está sempre ruminando, como parte do processo de digestão. O sensor acompanha e mede a curva de atividade dos indicadores em tempo real. Qualquer variação nos resultados permite saber se o animal está bem, em cio reprodutivo, sob estresse ou com algum problema potencial, permitindo a intervenção antes que ela possa ficar doente, se for o caso”, explica Secco.

PERCURSO DO LEITE

Até chegar à casa do consumidor, o leite percorre um longo percurso, que se origina na ordenha e inclui o resfriamento e o transporte até a indústria de laticínio, passando pela pasteurização e embalagem. E a alta tecnologia está presente em todas as etapas do processo.

Para monitorar todas as etapas desse processo e garantir a qualidade, a Sonda, maior empresa latino-americana de serviços de tecnologia, desenvolveu uma solução baseada em internet das coisas e analytics.

Batizada de Vaca Conectada, esta solução utiliza dados coletados de sensores posicionados não só nos animais, mas também nos tanques de resfriamentos das fazendas e nos caminhões que realizam o transporte do produto.

“A solução da Sonda é a primeira a disponibilizar a rastreabilidade do leite em toda a cadeia produtiva, verificando o comportamento do animal, o manejo e a ordenha”, explica André Silva, CTO de Transformação Digital da empresa.

Os sensores fixados nos animais monitoram temperatura, passos, ruminação, potencial cio e enviam as informações para uma plataforma de inteligência artificial que indica, com clareza e informações de fácil acesso, ciclos reprodutivos, problemas de saúde ou alguma inconformidade no comportamento do animal.

Já os sensores alocados nos tanques de resfriamento indicam se a temperatura do produto está adequada aos padrões de mercado ou se ela sofreu alguma variação acima do permitido. A tecnologia também garante que o volume comercializado com o laticínio seja o mesmo indicado nos tanques, assegurando eficiência operacional e evitando perdas ou contaminação no momento da coleta.

Esse mesmo conceito também é aplicado aos caminhões que transportam o alimento. A ferramenta possibilita acompanhar toda a rota, monitorando a temperatura, número de vezes que o tanque foi aberto e se o leite foi retirado sem autorização.

Todo este sistema dispensa a necessidade de uma robusta infraestrutura tecnológica, como conectividade e energia nas fazendas. São utilizadas baterias com uma duração média de dez anos e redes de comunicação específicas para IoT (internet das coisas), além de possibilitar uma implementação simples, em um modelo plug-and-play.

Como em quase todos os aspectos da vida, o que é bom é bom porque está em equilíbrio: a dieta mais completa, mais ecológica e mais barata possível dentro dessa completude será composta de animal, com o leite desempenhando um papel de liderança, e vegetal.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

newsletter

ASSINE NOSSO NEWSLETTER