Quinto maior produtor mundial de leite, o Brasil exportou em 2017 apenas 0,6% da sua produção inspecionada de lácteos. Mesmo prejudicado pelo baixo consumo interno em decorrência da crise
Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Quinto maior produtor mundial de leite, o Brasil exportou em 2017 apenas 0,6% da sua produção inspecionada de lácteos. Mesmo prejudicado pelo baixo consumo interno em decorrência da crise, o setor não ampliou suas vendas externas, tendo fechado os últimos anos com déficit na balança comercial.Publicado 16/03/2019 18:26

No entanto, é justamente o mercado externo que é visto como uma das vias para dois pontos fundamentais para a cadeia de leite: estabilidade nos preços e continuidade da expansão do setor. Estudo feito pela Embrapa Gado de Leite apontou que é a região Sul do país que tem viabilidade para exportar.

Em visita à 20ª Expodireto Cotrijal, o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, explicou que não é todo o Brasil que tem condições de embarcar lácteos para outros países. Por isso, defende a elaboração de políticas públicas regionalizadas para os estados considerados mais competitivos. “Na Região Sul estão os municípios que têm produtividade por vaca compatível com a da Europa”, diz Martins. “E há uma densidade maior, já que várias propriedades estão próximas, com boas produtividades, o que facilita e torna mais barata a captação pelas indústrias”, acrescenta.

Atualmente, o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com mais alta produtividade de leite. Em 2016, a produção anual por vaca foi de 3,1 mil litros, em média, enquanto que a média nacional cai para 1,7 mil litros, segundo o IBGE. Em Não-Me-Toque e Passo Fundo, a produtividade é de 4,4 mil a 4,6 mil litros por vaca ao ano.

Mesmo acreditando que o Brasil não será grande exportador de lácteos, já que conta com a vantagem da alta demanda interna, Martins explica que é importante parte da produção nacional ser vendida para fora. “Todo produto que participa do mercado externo tem maior estabilidade de preços. A cotação da soja, do milho, do frango, por exemplo, é estável porque se traz para o mercado interno a estabilidade internacional”, observa.

O preço médio da cesta de derivados lácteos variou negativamente no mês de novembro/2021. Na média ponderada, a retração foi de 7,21%, em relação dos preços observados pela indústria de laticínios no mês anterior. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (29/11) no Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano.

Você pode estar interessado em

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Para comentar ou responder, você deve 

ou

Notas
Relacionadas

newsletter

ASSINE NOSSO NEWSLETTER