Na manhã de hoje (03/08), foi apresentado mais um webinar da série de Painéis Temáticos do evento virtual Promoção de Exportações da Indústria Láctea Mineira
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Lácteos/Chile – Na manhã de hoje (03/08), foi apresentado mais um webinar da série de Painéis Temáticos do evento virtual Promoção de Exportações da Indústria Láctea Mineira – Panorama de Oportunidades realizado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).

O Painel em questão foi realizado em parceria com a Embaixada do Brasil em Santiago – Chile e foi destinado a indústrias e cooperativas do setor lácteo que tem interesse em expandir sua pauta exportadora de produtos.

O Webinar teve moderação da Assessora Técnica da Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária (SEAPA), Manoela Oliveira.

O Subsecretário de Política e Economia Agropecuária (SEAPA), João Ricardo Albanez fez as considerações iniciais e aproveitou para destacar o grande potencial exportador de Minas Gerais devido a suas características únicas e diversidade de produtos lácteos.

Na sequência, a Superintendente de Atração de Investimentos e Estímulo à Exportação (Sede), Bárbara Botega agradeceu a participação de todos os presentes no evento e enfatizou a importante parceria entre as secretarias para a promoção das exportações.

Segundo Bárbara, o Chile é um grande importador tendo o Brasil apenas 3% de participação destas importações, o que mostra uma janela de oportunidades para expansão de mercado entre esses dois países.

O evento foi realizado com o intuito de apresentar as oportunidades existentes de comércio entre Brasil-Chile e como podemos alavancar as exportações de lácteos brasileiras.

Panorama do Setor Lácteo Chileno

O panorama do setor de laticínios do Chile foi apresentado pelo Chefe do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil em Santiago, João Leite que abordou sobre o comércio exterior do setor de laticínios chilenos, o comércio bilateral Brasil-Chile e sobre o marco normativo geral para o comércio entre esses dois países.

Em 2020, segundo a ODEPA (Órgão vinculado ao Ministério da Agricultura Chilena), o Chile recepcionou em suas unidades de processamento de leite 2,3 bilhões de litros, um aumento de 6% comparados ao ano anterior. Possui uma produção nacional de queijos de cerca de 120 mil toneladas anuais.

João Leite explicou que em 10 anos houve um aumento significativo na produção e consumo de lácteos, possibilitando o aumento das importações chilenas de laticínios. Os queijos mais importados pelo Chile são o Gouda, seguido pelos Queijos de Creme Frescos e Mozzarella.

Os principais destinos das exportações de lácteos chilenas são os EUA, México e Peru. O comércio com estes dois últimos países é facilitado pela Aliança do PACífico, que é um bloco de integração econômica entre os países latino-americanos: Peru, México, Colômbia e Chile.

As principais origens das importações de lácteos chilenas são dos EUA, Argentina e Nova Zelândia. O Brasil apresenta apenas 3% destas importações, uma pequena participação com grande espaço para crescimento.

Segundo João, o consumidor chileno é tido como conservador podendo ser necessário promoção de marketing e tempo para aceitação de um produto. Mas, para ele, os chilenos já possuem uma familiaridade, principalmente, com os queijos brasileiros, já que possuem o hábito de consumir o queso crema, que é muito parecido com o nosso requeijão, além do queso parrillero que são idênticos ao nosso queijo coalho.

O mercado bilateral entre Brasil e Chile apresenta grandes oportunidades. O setor varejista chileno é extremamente consolidado e, cada vez mais, vem ampliando o mercado de marcas próprias, um ponto positivo para o Brasil que é um mercado capaz de atender com agilidade essa demanda requerida pelo varejo.

Exigências Regulatórias 

As Exigências Regulatórias do Chile para Alimentos Lácteos Importados foram apresentadas pelo Gerente Geral da Consultora Internacional CEO Food Regulation, Moisés Leiva que apresentou os trâmites e principais documentos necessários para se exportar ao Chile.

O primeiro passo é solicitar ao SAG (Serviço Agrícola e Pecuário Chileno) autorização para exportação. Assim, é feita a visita para inspeção nas fábricas e na produção, porém com o advento da pandemia essas visitas ficaram inviáveis, sendo possível realizar o trâmite através de documentos.

Existem produtos lácteos, de acordo com a legislação chilena, que necessitam de monografia para serem importados. Esta monografia nada mais é que o processo descritivo de toda fabricação do produto. Este documento permite que o Chile tome conhecimento dos riscos relacionados à distribuição destes produtos no país.

Outro ponto importante a ser destacado é sobre a legislação de rotulagem chilena. Ela exige que sejam colados nos produtos etiquetas que indiquem se o produto possui alto teor de um determinado ingrediente como: açúcares, gorduras, sódio. Estes selos podem ser colados como “stickers”, sem a necessidade de que sejam impressos diretamente nas embalagens.

Moisés explica que esse processo de exportação possui muitos detalhes e é preciso analisar cautelosamente caso a caso, produto por produto.

Acesse abaixo a transmissão completa do painel:

Evento

O evento Promoção de Exportações da Indústria Láctea Mineira – Panorama de Oportunidades ainda não acabou e conta com mais um Painel Temático da Embaixada do Brasil no Egito que será realizado nesta quarta-feira (04/08) às 09:00 horas, horário de Brasília.

O painel apresentará as oportunidades de exportação de produtos lácteos ao Egito.

As inscrições podem ser realizadas no link: https://bit.ly/3f9czX9

Inventados para aliviar o trabalho nas salas de cura, eles ajudam na metamorfose dos queijos suíços.”

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